O procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Danilo Castro, participou na manhã desta terça-feira (20) do quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante, onde comentou a demissão coletiva de dez promotores de Justiça após divergências internas relacionadas à atuação do MP em um caso envolvendo o município de Turilândia.
Questionado pela apresentadora Carla Lima sobre o impacto das demissões, Danilo de Castro afirmou que, embora a situação cause estranhamento inicial, não compromete o funcionamento da instituição. Segundo ele, mudanças em equipes fazem parte da dinâmica administrativa do Ministério Público e, no caso específico, houve precipitação por parte dos promotores que pediram exoneração.
O procurador-geral explicou que a investigação em questão foi conduzida sob sua autorização e direção, e que os promotores atuavam como auxiliares. Ele destacou que seu parecer técnico foi pela substituição das prisões por medidas cautelares, uma vez que as investigações já haviam sido concluídas, os bens bloqueados e os investigados afastados de suas funções, não representando mais risco à sociedade.
Danilo de Castro negou que tenha pedido a soltura dos acusados, ressaltando que a legislação brasileira determina a adoção de medidas cautelares quando a prisão deixa de ser necessária. Entre essas medidas, citou monitoramento eletrônico e restrições de contato. Segundo ele, houve uma interpretação equivocada sobre sua manifestação.
Ainda durante a entrevista, o procurador-geral afirmou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi rapidamente reconstituído e que a denúncia foi oferecida no prazo de 45 dias.
Sobre manifestações de solidariedade de outros membros do Ministério Público aos promotores que pediram demissão, o procurador-geral disse que se tratam de expressões legítimas, mas ponderou que apenas quem tem pleno conhecimento dos autos deve se manifestar sobre o caso. Segundo ele, não houve prejuízo institucional ou clima de instabilidade.












