A Costa Rica fechou nesta quarta-feira (18) sua embaixada em Havana e expulsou os diplomatas cubanos de seu país, e disse que “não reconhece a legitimidade do regime comunista de Cuba, diante dos maus-tratos, da repressão e das condições indignas em que mantêm os habitantes dessa ilha bonita”, declarou o presidente direitista Rodrigo Chaves.
“É preciso limpar o hemisfério de comunistas (…), não vamos dar legitimidade ao regime que oprime e tortura quase dez milhões de cubanos hoje”, afirmou o mandatário, que será sucedido por sua correligionária Laura Fernández em 8 de maio.
Ao ser questionado se a decisão significa uma ruptura de relações, o presidente respondeu que, “neste momento, a Costa Rica e o regime comunista cubano não mantêm relações diplomáticas”. Chaves deu aos diplomatas cubanos um prazo até o fim do mês para que deixem o país.
O presidente ressaltou que, se desejar, Havana poderá manter seus funcionários consulares no país para atender cerca de 10 mil residentes cubanos, enquanto a Costa Rica prestará assistência a seus cidadãos a partir do Panamá. A embaixada costarriquenha já estava sem pessoal diplomático desde 5 de fevereiro.
“Tomamos a decisão de proceder (…) com o fechamento da embaixada da Costa Rica na República de Cuba. Da mesma forma, solicitamos à chancelaria de Cuba a retirada de seu pessoal diplomático da embaixada em San José, exceto os funcionários consulares”, disse anteriormente o chanceler costarriquenho, Arnoldo André Tinoco.
Havana considerou a decisão “arbitrária, evidentemente tomada sob pressão e sem levar em conta os interesses nacionais e os desse povo irmão”. “O governo da Costa Rica, que apresenta um histórico de subordinação à política dos Estados Unidos contra Cuba, volta a se somar à ofensiva do governo americano em suas tentativas renovadas de isolar o nosso país das nações da nossa América”, expressou a chancelaria cubana.
Cuba, sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, confirmou recentemente que está em negociações com seu poderoso vizinho e libertou presos políticos no âmbito de um acordo com o Vaticano, mediador histórico entre os dois países.













