Envolvido na investigação de um homicídio ocorrido nas imediações do prédio Tech Office, em São Luís, por suposta tentativa de obstruir o processo no STJ, e com sua reputação afetada após a Polícia Federal apontá-lo como ‘sustentáculo político’ de um esquema no INSS, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) já é visto por diversos integrantes da cúpula do MDB como “carta fora do baralho” na disputa pelo Senado. A decisão final, se ele seguirá ou não na disputa, dependerá do desdobramento das investigações sobre o esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões de idosos, que resultaram até em pedido de prisão preventiva do senador pedetista.
Na decisão, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar. O magistrado mencionou partes das investigações da PF, que indicam o senador maranhense como o “sustentáculo político” do esquema liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e pelo empresário Maurício Camisotti.
Por conta disso, a cúpula emedebista se vê diante de um paradoxo: por um lado, tem consciência da influência politica em Brasília. Por outro, caso Rocha reverta o desgaste, precisará lidar com os ataques e associações feitas por adversários às fraudes do INSS. Antes mesmo do início da campanha, Weverton já é reconhecido no interior como o senador implicado no caso do “roubo” aos velhinhos. Uma eventual saída do páreo pelo Senado também atingiria os planos eleitorais de outros aliados, mas esse é um assunto para nossa próxima matéria.













